Após aproximadamente oito horas de reunião, na segunda e nesta terça-feira, a Comissão Técnica de Prevenção de Incêndios (CTPI) – criada pelo Estado para analisar casos especiais – formulou um parecer baseado na legislação e nas normas de segurança para repassar para o comando da Brigada Militar. De posse do documento, o comandante-geral da BM, Fábio Duarte, irá definir se a Arena do Grêmio terá que instalar cadeiras ou barras anti-esmagamento na área destinada a torcida Geral.
“O Corpo de Bombeiros vai sempre visar à segurança do usuário da Arena. Então, podemos adiantar que, com base na legislação e nas normas de seguranças existentes, não indicamos a avalanche. No momento que as pessoas descem correndo, pode gerar um acidente, como já ocorreu. Então, existem duas hipóteses: instalar as cadeiras ou reforçamos as barras anti-esmagamento”, afirmou o coronel Guido Pedroso de Melo, comandante do Corpo de Bombeiros.
Após a análise dos prós e contras de instalar as barras ou as cadeiras, a CTPI formulou o documento e encaminhou para Duarte. O comandante-geral da BM irá entregar o documento com as duas alternativas para a assessoria jurídica da corporação. Assim que tiver um parecer, irá informar o Grêmio e a OAS – empresa que construiu a Arena – sobre o que deve ser colocado no local para que haja a liberação definitiva.
“A decisão não será divulgada nesta terça, nem na quarta e tampouco na quinta. O comandante analisará o parecer e tomará a decisão. Não temos prazo. Na hora adequada, a imprensa será convocada para uma coletiva”, afirmou o tenente-coronel Evilson, chefe de comunicação da PM.
Interditada desde o jogo da pré-Libertadores, contra a LDU, no dia 31 de janeiro, quando sete ficaram feridos, o local destinado ao público que torce de pé tem capacidade para 8,5 mil pessoas. Com a instalação das cadeiras ou das barras, o número deverá diminuir. Dificilmente a área será utilizada contra o Independiente Santa Fé-COL, no dia 1º, no primeiro jogo das oitavas da competição sul-americana.
Fonte:Uol Esportes




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