Apesar da recuperação animadora de Renato Augusto, o histórico de lesões acendeu o alerta no departamento médico do Corinthians, que prevê seu retorno com segurança após a segunda semana de maio – o jogo de volta das oitavas de final da Libertadores contra o Boca Juniors (ARG) será dia 15, no Pacaembu.
Hoje, o clube tem mais preocupação com o meia do que teve com Pato no início do ano (o atacante sofreu 16 lesões musculares em um intervalo de dois anos pelo Milan-ITA). Renato saiu chorando do gramado ao sofrer uma lesão muscular de grau 2 na parte posterior da coxa direita, no duelo diante do Guarani, no dia 24 de março, pelo Paulistão Chevrolet.
Do fim de 2009 ao fim de 2012, pelo Bayer Leverkusen (ALE), ele sofreu lesões nos dois joelhos e na coxa esquerda, além de seguidos incômodos nas coxas, principalmente na região posterior.
– Apesar de a recuperação dele estar ótima, precisamos ter cautela devido ao histórico de lesões. O prazo de recuperação para a lesão é de seis a oito semanas. Isso sem considerar o histórico ruim. A recuperação está ótima, mas minha preocupação com ele é igual senão maior do que a com Pato – afirma o fisioterapeuta Bruno Mazziotti.
O jogador fez seu primeiro treino pelo Corinthians no dia 8 de janeiro e estreou diante do Mirassol, apenas no dia 27. No total, foram 14 jogos, sendo sete como titular. Antes de se lesionar diante do Guarani, ele vinha sendo o principal jogador da equipe. Com uma boa sequência de jogos, ele chegou a cogitar ficar fora do duelo, mas arriscou e acabou levando a pior.
Bate-Bola: Bruno Mazziotti
Fisioterapeuta do Corinthians
‘Pensamos nas decisões das próximas fases’
Como está a condição do Renato Augusto neste momento?
Ele sofreu uma lesão de moderada a grave em um músculo de potência. No dia 24, completou-se um mês da lesão. Estamos numa fase avançada para os parâmetros da recuperação, mas em função do histórico de lesões de (músculo) posterior, a gente não se contamina com esse otimismo.
Pato foi submetido a diversos exames. Renato também?
Ele passou por avaliação biomecânica, de força, fisiológica... Muito em função disso é que ele obteve uma sequência inicial significativa. Quando ele sentiu a lesão contra o Guarani, não havia nenhum indício de que ele tinha risco de lesão. Os níveis de recuperação estavam ótimos, ele não reclamava de dor. Aconteceu, infelizmente.
Por que diz que ele preocupa mais do que Pato, por exemplo?
Porque eles têm biotipos diferentes. Renato tem característica de resistência, nível de intensidade muito alto nos treinos e jogos. Ele precisa municiar atacantes, defender... A exigência é maior. O Pato é um velocista, é um jogador cuja função é fazer gols.
Há prazo para a volta?
Para o dia 1º não há condição. A gente tem a obrigação de pensar na longevidade dos jogos, em uma nova sequência. Sabemos que é um jogador importante para o grupo, para a torcida, a diretoria quer, a comissão técnica quer, mas não podemos prejudicar um trabalho importante por conta disso. Antes do dia 15 é muito difícil ele voltar.
Ele ainda é dúvida para o dia 15?
Se algum indício de insegurança existir, vamos dar uma brecada na volta dele justamente para não correr nenhum tipo de risco. Não podemos atrapalhar as decisões, pensando até em outras fases.
Fonte:LanceNet




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