Qual a importância das cinco primeiras rodadas para a classificação final? Muita, se considerarmos o senso comum de que o Brasileirão é uma maratona e não uma corrida de 100 metros. Todo jogo é uma final. Por isso, é bom Goiás, Atlético-MG, Náutico e Ponte Preta ficarem preocupados.
Uma visão das dez últimas edições do Brasileiro, todas disputadas em pontos corridos, mostra, porém, que a importância é muito maior para os clubes que lutam contra o rebaixamento do que para os que sonham com o título.
Desde 2003, houve 38 descensos. E 14 dos que caíram estavam na zona do rebaixamento após cinco rodadas.
ÚLTIMAS EDIÇÕES MARCARAM QUEDAS DE EQUIPES QUE ESTAVAM NA DEGOLA NAS CINCO PRIMEIRAS RODADAS
2012 - Palmeiras era o 17º colocado
2011 - Avaí, Ceará e Atlético-PR estavam na degola
As cinco primeiras rodadas foram fundamentais para a definição dos rebaixados de 2011. Avaí, Ceará e Atlético-PR estavam com a corda no pescoço e foram enforcados ao final do campeonato. Quem escapou foi o Cruzeiro, que teve seu lugar ocupado pelo América-MG.
Grandes clubes sempre acreditam que uma hora ou outra engrenam no campeonato e escapam do rebaixamento. Não foi assim com o Palmeiras no ano passado. Após a quinta rodada, era o 17º, com dois pontos. Terminou na mesma colocação, com 34. O Corinthians e o Santos, que estavam em perigo, escaparam.
O Atlético-PR foi o time que mais vezes reagiu e escapou do rebaixamento. Estava entre os últimos em 2003, 2005, 2009, 2010 e 2011 e só caiu no último.
Com o campeonato interrompido por conta da Copa das Confederações, muita discussão vai rolar. Técnicos vão cair, contratações serão fechadas e quem estiver em primeiro vai sonhar com 2003. Quem estiver na parte ruim da tabela vai sonhar com 2004 - quando Vasco, Botafogo, Grêmio e Paysandu, os quatro últimos, após cinco rodadas, escaparam, e 2008, quando o fenômeno se repetiu com Fluminense, Goiás, Santos e Inter.
Na ponta de cima da tabela, apenas o Cruzeiro de 2003 – aquele de Luxemburgo e Alex – foi o único campeão que também liderava com cinco rodadas. Tinha 13 pontos em 15 possíveis (86,66%) e chegou a 100 em um total máximo de 138 (72,46%).
O Santos, campeão em 2004 com 89 pontos era apenas o 12º colocado, com seis pontos, após a quinta rodada. O Corinthians estava ainda mais longe em 2005. Era o 15º colocado , com sete, e chegou a 81.
Nos três anos seguintes, o São Paulo foi campeão, com uma regularidade impressionante. Fez 78, 77 e 75 pontos respectivamente. E apenas em 2006 estava entre os cinco primeiros, com nove pontos. Depois, foi nono, com sete pontos e 11º, com seis pontos.
O último dos três títulos consecutivos foi o que teve a maior reação do São Paulo. Ao final do primeiro turno, na 19ª rodada, era o quarto colocado com 33 pontos. Estava atrás de Grêmio (41), Cruzeiro(36) e Palmeiras (34).
Após a quinta rodada, em 2009, o Inter liderava com 13 pontos. Terminou em segundo, com 65. O campeão foi o Flamengo, que chegou a 67 pontos e que ocupava um nada confortável 11º posto, com sete pontos.
Em 2010 e 2011, os campeões Fluminense e Corinthians (ambos com 71 pontos) ocupavam, após a quinta rodada, o terceiro posto, com nove e dez pontos, respectivamente. Em 2011, o São Paulo foi o “cavalo paraguaio”. Fez 100% dos pontos nos primeiros cinco jogos e terminou em quinto.
No ano passado, o Fluminense era o sétimo, com nove pontos, e terminou com 77, na liderança.
Fonte:Uol Esportes




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